segunda-feira, 15 de agosto de 2011

L'Amourese

                                                                                                                                              Ao som de Carla Bruni - L'Amourse


   [O titulo é bem sugestivo. L'Amourese é uma palavra em francês que traduzida para português pode ser "apaixonada" ou "amada".]
   
   E sabe de todo aquele meu "querer" do meu outro texto ( http://legibilidade.blogspot.com/2011/05/eu-quero.html )? Encontra-se presente em algumas ações ultimamente. Só não sei como nomear tal circunstância. Amor, paixão?! Não importa como o nomeiem por ai, o importante é a presença dessa sensação tão íntima, em mim.
   A função... Aaaaaaah essa é a melhor parte, simplesmente toma conta dos meus pensamentos, meu coração, corpo e me toma por uma enorme alegria, onde inconscientemente desperta em mim um sorriso bobo, ingenuo e muitas vezes reflexivo. Sinto frio, calafrios e arrepios, de uma vez só, ou um de cada vez. Até penso que sinto frio só para sentir o abraço dele (risos). Quanto aos calafrios e arrepios, depende. Pode vim acompanhado por um beijo, suspiro, abraço ou apenas um singelo olhar.
   Os beijos são os melhores, de todos que já ganhei, esses tem sido Os Melhores, os que eu não quero mais deixar de ganhar! Os abraços são fortes, calorosos e carinhosos e se dados inesperadamente se tornam ainda mais ternos ♥---♥ Suas mãos são as mais lindas, carinhosas, jeitosas e as que guardo em minhas lembranças quando não estou com ele, lembranças essas que me fazem sorrir e mesmo que eu não veja meus próprios olhos sinto-os sorrindo também.
   Nessa mistura de sensações já fiquei sem palavras, pelas palavras que saíram dos lábios dele terem sido tão surpreendentes que me calei e vivi aquela surpresa em silêncio, mas com o coração aos pulos. Já fiquei sem ação e a única coisa que me remeti a fazer foi beija-lo ou abraça-lo e dizer "te amo" e tantas outras emoções eu senti (e sinto)... São emoções e sensações indescritíveis, não chegam perto de nenhuma palavra que possa expressar tamanha felicidade!
   Sinto-me mais forte, bonita (risos) e... amada! Seria mesmo essa a intenção "como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada." 100% de segurança não tenho não, mas a insegurança faz parte, está sempre nos desafiando a arriscar e é o que estou fazendo. Me jogando, arriscando-me a cair e bater com o rosto no chão, mas sabe, eu nem ligo. Parece louco, mas realmente não ligo. E se eu não cair? Se eu não arriscar não saberei. Então agarro-me em minha teimosia e nesse "e se" (risos) e vou gostando, apaixonado-me e amando.












A ele que me faz tão bem e tão feliz!


"Car je suis l'amourese, oui je suis l'amourese. Et je tiens
dans  me mains la seule de toutes les choses.
Je suis l'amoureuse, je suis ton amoureuse.
...
Qui vaille d'être là, qui vaille d'être là." ♪♫

[Porque eu estou apaixonada, sim eu estou apaixonada. E eu tenho nas mãos a coisa mais importante do mundo. E eu sou amada e eu sou a tua amada. Que faz existir vale a pena, que faz existir valer a pena]

domingo, 5 de junho de 2011

Nenhuma cor nunca vai ser igual

   "O deslumbre me fica no sorriso dos olhos. Antes que a magia desapareça, cerro as pálpebras com força, a restaurar a minha reserva de cores. Até voltar a encontrá-lo, vou pintando o mundo a meu jeito."
                                   (Autor desconhecido)

domingo, 22 de maio de 2011

Impuls(o)(iva)


Não resistir a esse trecho de Clarice Lispector e roubei (risos). Porque parece meu!

   Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade.  Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu quero...




"I want love to love me back I want to two way conversations I want love to love me back..." [Quero amor para me amar de volta quero conversas de duplo sentido quero amor para me amar de volta] ♪


   Já me encontrava deitada na cama pronta para dormir, como de costume, durmo ouvindo música e a primeira que começara a toca foi “Someone Like You”. E naquela melodia super gostosa com a aprazível voz da Adele e o piano que amo, uma sensação indescritível me invadiu, então peguei o papel e a caneta e comecei a descrever a intensidade da sensação que tomará conta de mim.
   
   Eu quero amar, sonhar, me apaixonar. Qualquer coisa que dê para viver algo que dure o suficiente para que sempre haja uma esperança, uma chama para (re)acender aquilo e ficar. Nem precisa ser infinito, que seja apenas I-N-T-E-N-S-O.
  
      Eu quero para mim um amor intenso... Quero o beijo mais doce, suave e profundo. O abraço mais colado e caloroso. O colo mais quente e macio, as mãos mais carinhosas...
     
   Eu quero sentir a ternura desse prazer que parece mágico onde o fogo o calor e o desejo se envolvem e nos envolve.
   
   Quero suar frio, quero ter a sensação de que irei ter um “treco” por causa desse sentimento. Quero perder o fôlego, as palavras, ficar sem ação, eu quero sentir, viver, aprender e não esquecer TUDO o que eu tiver direito.
   
   Quero fechar os olhos e trazer ao meu coração as sensações que estiverem guardadas em minha memória e que sai um sorriso bobo por isso. Quero continuar olhando as tulipas vermelhas (minha favoritas) e achá-las lindas independente da estação do ano.
  
   Eu quero ser tomada, domada e mandada por esse/a sentimento/sensação. Ainda não sei que nome dar, mas isso não importa. Contanto que venha!


["eu quero ser a causa de todos os porquês disto"]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Amor (não) correspondido


Amor (não) correspondido
   Talvez o texto pareça negativo, mas é a pura realidade vivida por várias pessoas na sociedade, ao nosso redor, amigos (as) meus (seus) (as)...


   "Eu só quero esquecer". Isso é o que se passa na cabeça da gente quando o amor não é correspondido, ou até mesmo quando foi correspondido, mas por algum motivo a relação acabou. O seu amor continua e você passa a viver um amor sozinha(o). Na nossa cabeça é realmente isso que queremos, apenas esquecer. Porém, muitas vezes o nosso coração insiste em ter esperanças.
   Ao amor não correspondido, passamos dias, meses e até anos vivendo e idealizando um amor perfeito e maravilhoso com aquela pessoa, vivemos fantasiando aquilo sozinhos, sem nenhuma certeza de que um dia, quem sabe, esse sentimento seja correspondido. Um dia cansamos, e começamos a pensar "eu vou esquecer". E lá se vai sua mente repetindo essa frase incansavelmente e o seu coração dizendo "eu vou ter esperanças, quem sabe eu mude o coração dele(a)". A grande questão é, não podemos mandar em nossos sentimentos, muito menos nos dos outros. Sei que dizer isso quando não se tá amando, ou quando o amor é correspondido é fácil, mais você vai se trancar dentro do seu quarto, ficar ouvindo uma música que criou, achando que a tal música seria perfeita para ambos e deixar de encontrar um outro amor? Se você fizer isso pode, com certeza, tá perdendo a oportunidade de conhecer quem de fato te merece. E se você começasse aquele relacionamento fantasiado e não desse certo? Pelo menos você tentou não é? NÃO, você tentou novamente sozinho(a), o outro, talvez não tivesse feito o menor esforço, você se f*deu sozinho(a) e o máximo que conseguiria era uma frustração pior. Então não se isole, saia, conheça gente nova, mesmo que no máximo aconteça uma ficada, ou apenas amizade, ai sim, pelo menos você tá tentando, tentando esquecer.


   E como fica aquele relacionamento que para você era uma delícia e agora tudo foi pro brejo?! Você fez das tripas coração, durante todo o relacionamento você se dedicou a conquistar cada vez mais ele(a), se doou por inteiro e no final ele(a) diz que não dá mais, que foi muito bom tudo o que vocês viveram juntos, mas ele(a) gosta de outro(a), ou que a relação se desgastou. "Como assim gosta de outra(o)? Você me usou? E o que vivemos não foi suficiente?" Realmente, já passei pelas duas experiências e não sei qual é a pior das duas. A frustração de viver algo sozinho é terrível, você não pode fazer nada a não ser chorar e se perguntar o porquê de você sofrer tanto assim. E esquecer aquele amor vivido? Mais difícil ainda, pois você sonhou, planejou e tudo aquilo parece ter sido em vão. Quer um conselho par sofrer menos? Não ouça as músicas que ouviam juntos, não peça mais aquela sobremesa, pizza, comida que te faça lembrá-lo (a). Todo o objeto que lhe traga lembranças doe, jogue fora, faça alguma coisa, mas se livre dele. Não queira se vingar tendo relacionamentos fúteis e superficiais. Corra atrás da sua realização pessoal, profissional. Aproveite e pague todas as promessas que você fez de sair com os amigos. Ocupe a mente aprendendo novas receitas de sobremesa, lendo um livro, estudando. Em alguns momentos a saudade vem, mas seja forte suficientemente e não desista de você mesma(o).



   A vida é um risco² e é preciso saber aproveitá-la, pois é breve e pra se viver verdadeiramente e intensamente é preciso arriscar, talvez apostar todas as suas fichas em você mesma(o)!

   "A gente nasceu pra ser feliz e a hora é AGORA!" (Elenita Rodrigues)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Crescimento que me faz sentir saudades

Saudades de ser criança? "Sim." Saudades de brincar mais, estudar menos e pouca responsabilidade? "Sim, sim, sim." Saudades que mamãe/papai leve-a até a escola? "Sim." Saudades...





   Ouvia uma música (momento nostálgico) de Sandy e Júnior - Maria chiquinha - e pensei " nossa, como essa música é arcaica (risos), eu devia ter uns 4 ou 5 anos" ... e voltei a realidade. Estou com 18 anos, cursando o 3ª ano do ensino médio, em breve estarei na faculdade, depois me formarei, viajarei e assim a minha vida continuará.
   Passou tão rápido. Relembro a minha infância na escola, os amigos, as músicas (algumas eram bobas, mas eram a febre do momento), as bandas (Rouge, Bro'z...).
   O tempo passou, eu amadureci, porém ao mesmo tempo continuou imatura e criança. Já perdi as contas de quantas vezes me chamaram de "infantil e imatura". Mas nesse momento tudo o que sinto é saudade! Saudade de um pouco menos de cobrança e responsabilidade. MUITA, muita, muita, muita saudade de ser criança!










O engraçado é que quando criança queria ser adulta (risos)

sábado, 9 de abril de 2011

O que seria de nós sem o padeiro? Toda profissão tem o seu valor.



   Estava lendo um livro de Miguel Sanches Neto e nas entre linhas viajei, pensando no valor de cada profissão. Fechei o livro e fiquei olhando-o, imediatamente me veio a mente a importância da bibliotecária se não fosse por ela eu não estaria aqui no meu quarto lendo os livros maravilhosos que já li emprestados da biblioteca.
   Penso agora nas profissões rotuladas como "menos valorizadas" (ou desvalorizada por parte da sociedade egoísta) como o padeiro, hum.. ele é o grande responsável por aquele pão quentinho, macio e gostoso que saboreio na maioria das minhas manhãs. O gari que deixa as ruas por onde ando (e por onde não ando) mais limpas. O professor, que deveria ter seu bem estimado valor (por mim é uma das profissões mais importantes), é com imensa ternura e estima que descrevo a respeito do mesmo.  Era a professora do jardim de infância que passava a manhã toda me ajudando a desenhar e a pontilhar os mais estranhos e abstratos desenhos (risos). A do fundamental me ensinava a entender melhor os cálculos de matemática, as estórias de história a diferença entre 'z' e 's'. A mestra do ginásio me incentivou a levar os estudos mais a sério, me fazendo enxergar o quanto aquilo seria importante mais tarde e agora no final do ensino médio vejo como em um filme inacabado a relevância dessa profissão.
   E já que o assunto é profissão, acho que mãe deveria ser um cargo muito bem remunerado (risos). Sou apenas filha, mas as vezes tento me colocar na posição da minha mãe referente a mim, em algumas situações faço um enorme esforço, mas nem sempre consigo me colocar na posição dela. E as poucas vezes que consigo me  posso enxergar o quanto é difícil. São inúmeras as ocasiões que disse a mim mesma "minha mãe não me entende". Em certas situações eu me acho certa, mas em outras... nem tanto, admito que diversas vezes nem eu mesma me entendo. Que filho (a) nunca se deparou com essa frase? Eu não sou a 1  e talvez não serei a última. Não faço a menor ideia do porquê que ela não me entende, pra mim a resposta está a um palmo no nariz. Complicado... Mas, com certeza MÃE deveria ser uma tarefa remunerada (risos).


   Independente da profissão que você tenha (ou vá ter) faça-a com o coração, senão você terá sérios riscos de se frustrar!